quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Museu do Crime

O que acha de um passeio por um museu que conta histórias de crimes hediondos e assassinos, com fotos de acidentes drásticos de carros e grandes tragédias, de como é uma cela por dentro, de olhar algumas amostras reais de diversas drogas, e até observar o manequim de uma pessoa esquartejada dentro de uma mala de viagem, sejam bem vindos ao Museu do Crime.

Fundação e Inauguração do Museu

Desde os anos 20, a polícia civil de São Paulo, já conta com um inúmero acervo criminal para treinamento de agentes, mas futuramente, nasce a ideia de um museu completo com tais artefatos, e aberto ao público, sendo assim, em 1952, é inaugurado o Museu do Crime, dessa vez aberto ao público.

Ficou melhor ainda quando foi transferido a sede para a atual Academia da Polícia Civil de São Paulo na Cidade Universitária, com um acervo cada vez maior continua servindo de treinamento a agentes, mas também para conhecimento e conscientização da população geral. E convidamos você leitor, a um breve passeio pelo museu.

Primeiro, para a visita é necessário RG e preencher um formulário, crianças com menos de 16 anos só com responsável e por ser parte do prédio da Academia da Polícia Civil, não é permitido shorts ou bermudas. Para explicarmos como funciona o museu, contaremos por algumas seções.

Entrada – Artefatos da Revolução de 32

Logo após o cadastro, já podemos ver artefatos utilizados na Revolução Constitucionalista de 1932, quando São Paulo se levantou contra o Brasil, por uma nova constituição nacional, granadas e demais projéteis estão amostra, cada um explicando exatamente quando foram usados, incluindo algumas fotos de artefatos e equipamentos feitos em São Paulo para levar em frente a guerra.

Ao lado, alguns cartazes sobre a história da Polícia Civil, algumas amostras reais de drogas, lícitas e ilícitas, assim como quadros de seus efeitos no corpo humano, e as respectivas penas para o uso ou venda de cada elemento.

Setor médico – Setor Carcerário

Logo mais adentro, uma parte para os fortes de estômago, além de fotos reais de horríveis tragédias e acidentes de carro, conta também com 4 fetos conservados no formol e alguns avisos sobre as sequelas que podem ser adquiridas em um aborto. Além das mais diversas curiosidades médicas.

Já o setor carcerário, tenta reproduzir com fidelidade como é uma cela de prisão, a fidelidade é tanta que a grade usada na cela, é da extinta Penitenciária Carandiru, implodida em 2002. A cela ainda propõe um jogo onde há de se adivinhar quais elementos não podem estar numa cela real.

Área Criminal

O ponto alto do passeio, considerado a seção mais famosa do museu, esse setor conta sobre crimes famosos que chocaram a sociedade e tiveram grande repercussão, nessa seção pode se encontrar a história de Preto Amaral, provável primeiro serial killer brasileiro, nascido em Minas Gerais acabou vindo pra São Paulo onde confessou o assassinato de 3 mulheres, também contem dados do recente caso do Maníaco do Parque, e de como ele enganava suas vítimas para o Parque do Estado.

Não podendo esquecer de Chico Picadilho, culpado pelo assassinato da ex-bailarina Margareth Suida. Com tesouras, facas e navalha, esquartejou a bailarina em pequenos pedaços, sendo preso. Depois de liberado, voltou a cometer o mesmo crime, dando motivo a seu apelido, hoje encontra-se sob custódia no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Arnaldo Amado Ferreira.

Lembrando também a curiosa história de Meneguetti, conhecido também como homem-gato, ficou famoso pelos seus furtos qualificados, pego diversas vezes pela polícia, quando chegou ao seus 90 anos, foi pego ao tentar entrar pelo telhado de uma casa, foi liberado pela sua idade avançada, porém 2 anos depois, foi pego forçando a entrada de uma casa em Pinheiros. Acabou morrendo 8 anos depois, de mal súbito.

O mais interessante nessa seção, são as fotos e tiras de jornais contando os crimes, e moldes de como eram o rosto dos respectivos criminosos, na parte do crime da mala, existe até uma réplica exata de como era a mala, e um manequim representando como Maria Mercedes Féa Pistone foi esquartejada pelo seu marido, José Pistone, posta dentro da mala, e enviada para um suposto ferreiro na frança pelo porto de santos, tudo por uma suspeita de traição.

Porque Visitar o Museu?

Em meio a fotos do Edifício Joelma em chamas, acidentes trágicos de carros com bondes elétricos, fetos conservados em formol e analises completas me maníacos e assassinos, o passeio mostra diversas curiosidades sobre a Polícia Civil, bem como o modo que a mesma lida com crimes, alem de equipamentos e artefatos antigos usados por ela.

Para quem tem interesse em como a perícia policial funciona, e até mesmo um simples curioso sobre o assunto, é um passeio incrível, claro que não é feito para os que se enjoam fácil, ou não sabem lidar bem com tais assuntos, mas quem possui o minimo interesse, acabará por se divertir e aprender muito.


Museu da Polícia Civil – Museu do Crime

Praça Reynaldo Porchat, 219 – Cidade Universitária – Portão 1
Horário de visita: 13h às 17h, de terça a sexta-feira/ último sábado do mês das 9h às 12h
Entrada Franca
Idade mínima: 16 anos
Telefone: (11) 3039-3400
*Para grupos com mais de 10 pessoas é necessário agendar com antecedência.


4 comentários:

  1. Museus e bibliotecas em horário de repartição pública são um desaforo aos cidadãos em geral.

    Isso acontece em São Paulo desde que uma série de "intelectuais" subdesenvolvidos passou a controlar o governo municipal.

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  2. Incrível,quero muito conhecer esse museu,moro em São Paulo mais não o conhecia.

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  3. https://www.facebook.com/MemoriaDaPoliciaCivilDoEstadoDeSaoPaulo

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  4. REALMENTE COMO DIZ A MARINA E INCRIVEL QUE MORO EM SAO PAULO A 53 ANOS E NUNCA OUVI FALAR DESTE MUSEU ACHEI MUITO LEGAL E PENA QUE NAO E MUITO DIVULGADO

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